
GNV EMBAIXO DO CARRO: INSTALAÇÃO REQUER ATENÇÃO
Fonte: Jornal da Tarde / Jornal do Carro – 11 de Janeiro de 2006.
São poucos os modelos que permitem esse tipo de adaptação, que deve seguir algumas regras determinadas pelo Inmetro. Entre elas, é preciso respeitar o ângulo de saída do veículo
Embora esse local alternativo seja questionado – afinal, o cilindro fica mais exposto a impactos – seu uso é permitido. Mas é preciso escolher bem a empresa que vai colocar o kit, pois a instalação deve obedecer às normas exigidas pelo Inmetro.
“Temos reprovado mais da metade dos veículos que chegam aqui com esse tipo de adaptação”, diz Roberto Petrucci, do Setra - Organismo de Inspeção acreditado pelo Inmetro. “Muitas instaladoras não respeitam o ângulo de saída do carro”, diz. Explica-se: esse ângulo é encontrado traçando-se uma linha que parte do ponto em que o pneu traseiro toca o chão e vai até a extremidade do pára choque (veja ilustração). O cilindro não pode ultrapassar essa linha. “O cilindro é envolvido por cintas de fixação que podem se desgastar e até se romper, fazendo com que o equipamento caia”, diz Petrucci.
Antonio Mendes, diretor executivo da ABGNV (Associação Brasileira do Gás Natural Veicular) diz que é improvável que o cilindro se rompa ou estoure ao bater no chão. “Mas quando ele raspa em algum obstáculo, as paredes podem se estragar. E o cilindro é a peça mais cara do kit. Na renovação, o carro será reprovado”.Outro ponto observado pelo Inmetro é a fixação. “O suporte do cilindro deve ser fixado na longarina (na estrutura do carro). Se for preso só a chapa do assoalho, não resistirá às acelerações e freadas”, completa Petrucci.
A portaria n° 203, que regulamenta a inspeção do GNV, esta no site www.inmetro.gov.br